Venom – Uma boa surpresa e um bom começo para um novo universo!

Quando foi anunciado o filme solo de Venom, todo o público ficou com o pé atrás. Afinal, como fariam um filme da simbionte, sem estar no universo do Homem Aranha ou da Marvel? Depois veio a confirmação de que Tom Hardy seria o protagonista, interpretando Eddie Brock, depois veio o primeiro trailer e muitas breves cenas do filme. Mesmo assim, a maioria ainda estava com o pé atrás com o filme ou não sabiam o que achar. Pois bem, o filme estreou, e agora temos uma opinião em relação a isso.

Para começar, se você está esperando algo fiel aos quadrinhos, pode se decepcionar. Há poucas semelhanças com seu conteúdo original. Mas isso não afeta a experiência do filme. Diferente de muitos filmes que querem começar um universo compartilhado, o Longa tem um começo, meio e fim. Ele se preocupa em contar uma história e não perde metade do tempo apresentando referências de um futuro filme. Um ponto bastante positivo na atual época cinematográfica. O primeiro ato do filme pode ser bem arrastado para quem queria ver mais ação, mais energia. Mas para quem quer ver a história, o começo pode ser bem promissor, pois apresenta os personagens sem nenhuma pressa, define a personalidade de cada um e prepara o terreno para o que virá no resto do filme. Por causa do tempo prolongado, o segundo e o terceiro ato já são bem mais dinâmico, mais acelerado. Daquela forma que, se você piscar, capaz de perder algum detalhe importante. Mas uma coisa é certa, da metade pra frente você não vê o tempo passar. Os únicos defeitos são os fatos do filme não seguir o estilo terror e não ser para maiores de 18 anos. Se seguissem essas duas linhas, a qualidade do filme iria aumentar de forma inimaginável.

Como dito acima, Você não irá ver um Eddie Brock igual aos quadrinhos. A personalidade do personagem é completamente diferente ao que conhecemos. Mesmo assim, Tom Hardy entregou bem o papel que pediam a ele. Se quiserem um cara curioso e extremamente teimoso com suas convicções, ele entregou. Se quiserem alguém extremamente perturbado pelo fato de ter um monstro dentro de você, ele entregou. Às vezes ele exagerava? Com certeza. Mas a sua atuação saiu com um saldo bastante positivo no final. Com destaque do fato dele aparentar estar doente através de sua face, como dito acima. Ele estava extremamente perturbador.

Mas quem se destaca mesmo, como personagem principal e herói é o Venom! Se você esperava um monstro totalmente acéfalo, sem nenhuma personalidade, você está completamente enganado! Engraçado, sarcástico, amedrontador e, até mesmo, atencioso, servindo até como conselheiro romântico para Eddie Brock. Pode parecer bem cafona, mas não foi algo que estraga o filme. Apesar das qualidades, a mudança de tom de Venom acontece de forma muito abrupta. Em determinada hora, a simbionte deixa de ser um vilão que não se importa com nada, para um herói que quer salvar a Terra. Tudo isso em questão de segundos. Se você se incomoda com mudanças de personalidade, realmente isso vai fazer seu cérebro ficar agoniado.

O vilão consegue ser bem genérico. É o clássico megalomaníaco que passa pela ética e moral para conseguir seu triunfo, não ligando para as pessoas alheias. As outras simbiontes conseguem ter mais imponência do que o personagem, vivido pelo ator Riz Ahmed. Talvez se tivesse sido interpretado por um ator mais carismático ou mais dramático, o vilão teria funcionado. Mesmo assim, já vimos à mesma figura em diversos filmes, até mesmo diferente do gênero de super-herói. Outros coadjuvantes não têm tanto destaque. Apenas servem como suporte para a história ou para os protagonistas. A única coadjuvante que ganhou certo destaque foi ex de Eddie Brock, Anne Weying, vivida por Michelle Willians. Como os outros, ela só serve como uma direção para o herói e a história, mas forçam além da conta a sua importância. Se ela estivesse lá ou não, o público não sentiria falta.

Os efeitos especiais estão bem agradáveis de assistir, com exceção à batalha final. A bagunça transmitida na tela do cinema te deixa bem confuso do que está acontecendo. Realmente é difícil exibir de maneira bem polida duas simbiontes em uma briga, já que nunca foi feita em um live-action. Mas as outras cenas de ação, principalmente a cena de perseguição, são de tirar o fôlego, para os amantes de ação.

Em resumo, o filme pode não ser um dos melhores filmes do ano, mas está longe de ser um desastre. Foi um bom início para um possível universo de filmes dos personagens da Marvel da Sony. Só resta saber se será o suficiente para agradar a maioria do público.

PS: A cena pós-crédito faz valer a pena. Poucos minutos que faz os amantes do personagem ficarem eufóricos!

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