Review – Baby Driver: Em Ritmo de Fuga!

O filme que superou as expectativas e pegou todo mundo de surpresa!

Baby Driver: Em ritmo de fuga chegou sem nenhuma expectativa nos cinemas e pegou todo mundo de surpresa com suas cenas de adrenalina! O filme conta a história de Baby (Ansel Elgort), um jovem e talentoso motorista de fuga confia na batida pessoal de sua trilha sonora preferida para ser o melhor no mundo do crime. Quando ele conhece a garota de seus sonhos (Lily james), Baby vê uma chance de abandonar sua vida criminosa e fazer uma fuga limpa. Mas depois de ser coagido a trabalhar para um criminoso misterioso (Kevin Spacey), ele deve enfrentar a música quando um assalto mal-intencionado ameaça sua vida, amor e chance de liberdade. No elenco também estão os atores Jamie Foxx, Jon Hamm e Eiza Gozález.

Ao contrário da maioria dos filmes de carros e velocidade, esse filme tenta focar bem na trama e deixar as cenas de ação em segundo plano, sendo consequência da historia. Mas, mesmo tentando enriquecer bem o roteiro, não tira o fato de ter certos furos em algumas partes do filme. Se você é daqueles que realmente se incomoda com furos no roteiro, você vai se incomodar muito com esse filme. Porém, as cenas conseguem ser dinâmicas, não só nas cenas de ação como também nos diálogos. Em uma cena você vê os personagens tendo uma conversa cheia de companheirismo, na outra já tem um diálogo cheio de ameaças e troca de farpas. Os diálogos realmente estão bem feitos.

As cenas de ação estão primorosas! O CGI é quase imperceptível, em exceção de duas ou três cenas, mas não tirando a maestria da ação. Tanto que no primeiro e terceiro ato, as cenas de velocidade e adrenalina reinam junto com a história. No segundo ato, tem uma freada brusca mas entende-se que é necessário, para focar bem em sua história e desenvolver os personagens. Embora alguns deles não tenham sido tão desenvolvidos assim.

Falando em personagens, vamos começar a fala do protagonista. O ator conseguiu trazer carisma e um certo maneirismo para Baby, mesmo que na maior parte do filme ele seja um pouco antissocial. Só que você entende o porquê de ele ser fechado assim para os outros, embora para quem ele confie, ele consiga se soltar mais. Uma boa interpretação do ator Ansel Elgort, que já atuou em “A culpa é das Estrelas”. Agora seu par romântico não convenceu tanto assim. Na verdade, nem foi tão desenvolvido, e olha que o segundo ato do filme foi destinado ao par romântico. A personagem Debora, foi, na verdade, mais um suporte de desenvolvimento do baby do que uma personagem independente. E o romantismo do filme, em certas partes, não faz muito sentido. Corrido, tentando nos empurrar um relacionamento que, na realidade, não deveria vingar.

Esse filme deve ter o time de atores coadjuvantes mais premiado desses últimos anos. Kevin Spacey dá uma aula de interpretação de como intimidar e manter a serenidade. Conseguiu ser sarcástico, calmo e ameaçador em diversos níveis e tudo na mesma cena. Um monstro da atuação. Sua participação no filme só não foi perfeita, pelo caminho que seu personagem se direcionou na trama. Não terá spoilers essa review, porém quem viu vai entender. Jon Hammer, famoso principalmente pela série Mad Men, ficou um pouco apagado na primeira parte do filme, mas compensou no decorrer da trama. Interpretou o personagem que é na dele, companheiro e gente-fina, mas que quando mexe com ele, melhor não estar perto. Entregou o que deveria ser feito. Outro que faz jus à sua profissão.

 

Jamie Foxx fez o típico bandido, com seu clichês e exageros. Mas não foi ruim. Apesar de ser exagerado, foi feito no limite certo. Sendo um pouco engraçado, mas transparecendo a ameaça para os outros personagens. Diferente da personagem de Eiza González, que também fez os clássicos clichês da namorada do bandido, mas diferente dos outros, sua atuação foi bem abaixo da expectativa. A atriz ainda precisa de muitos anos de estrada para chegar perto dos seus colegas.

A direção de Edgar Wright foi bem dinâmica, dando um ar de videoclipe nas cenas de fugas e usando muito a trilha sonora para ajudar a contar a história. Aliás, que trilha sonora maravilhosa. Diferente de outros filmes que querem botar uma música famosa para chamar a atenção do público, aqui o diretor usa a música para dar uma narrativa para o filme e mostrar a visão de cada personagem, principalmente o protagonista. Uma bela sacada usar o ipod de baby para mostrar a sua história para o público.

Sendo assim, Baby Driver: Em ritmo de Fuga é um ótimo filme para te tirar da rotina, principalmente se você é fã de velocidade e filmes sobre assalto. Apesar de seus furos, a história foi bem desenrolada e conseguiu começar e terminar seu ciclo. O que está sendo raro nos filmes hoje em dia. Um ótimo filme pipoca, para relaxar e te deixar com muita adrenalina. Que contraditório hein!

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