Review | Power Rangers

GO GO POWER RANGERS!!! os heróis da Alameda do anjos já chegaram às telas de cinema, em uma nova roupagem, para apresentar a nova geração a famosa equipe que foi um do pilares à infância dos ano 90. A Sociedade do HQ já viu o filme e agora vamos apresentar nossa review, dizendo o que achamos da nova apresentação do Rangers.

Power Rangers Segue a história de cinco adolescentes normais que precisam se tornar algo extraordinário quando eles descobrem que sua cidade, Angel Grove – e o mundo – está prestes a ser obliterada por um ataque alienígena. Escolhidos pelo destino, nossos heróis rapidamente descobrem que são os únicos que podem salvar o planeta. Mas para isso, eles precisam resolver suas vidas primeiro, antes de se juntarem como os Power Rangers.

A história pode parecer meio clichê, só que é uma história de Power Rangers. Afinal é a velha e boa história sobre salvar o mundo contra as garras do mal. E junto a isso, também é a clássica história da jornada do herói – neste caso, a jornada da equipe de heróis. Porém, embora seja uma história clichê, não deixa de ser uma história boa. A trama faz você rir, faz você torcer pelos heróis, faz você ficar eletrizado na hora da ação. Se a história clichê não fosse contada de uma maneira satisfatória, nem a nostalgia iria erguer o filme. Ou seja, pode fazer uma história clichê e em nenhuma novidade, mas faça de uma maneira boa e convincente.

Alguns personagens se destacaram e outros nem tanto. Meio que já desconfiávamos disso, que teria protagonismo em certos Rangers e os outros seriam meros coadjuvantes na história. E infelizmente isso aconteceu. Antes de falar de cada um, é bom frisar a mudança de atitudes dos personagens, em relação à série clássica. Antes os protagonistas eram o exemplo de perfeição, tanto para os personagens da série, quanto ao público. Neste filme já mostram o quanto eles são problemáticos, o quanto eles vêem a vida como algo sem graça e até um pouco deprimente em seus dramas pessoais, e deve ter sido mais fácil para o público se identificar, afinal ninguém é perfeito, e todo mundo tem seus dilemas pessoais.

Agora vamos falar de cada um dos Rangers. Jason Scott, o Ranger Vermelho, teve sua história bem contada e bem redonda no filme, e seu estilo de liderança foi bem direcionado, usando seu discurso de maneira convincente e de nenhuma forma piegas ou caricata. E seus dilemas pessoais, mostrando o quanto ele decepcionou algumas pessoas, o faz carregar certas cenas dramáticas nas costas, mas acaba sendo gratificante ver a ascensão dele quando conhece seus amigos Rangers.

Kimberly Hart, a Ranger Rosa, também teve um maior destaque na trama, apesar de ter sido desnecessário em certas partes. Por exemplo, o seu dilema pessoal não foi tão pesado em relação aos outros Rangers. Na verdade, parecia mostrar que ela só queria ser a garota popular, porém por causa de uma certa atitude, que na verdade foi um motivo bem fútil, fez com que ela perdesse o posto da garota popular. O seu desenvolvimento foi bem feito, sem tirar o mérito, porém o seu destaque foi bem pífio, em relação aos outros Rangers.

Agora o Billy Cranston, o Ranger Azul, carregou o filme nas costas. Toda a trama girou em torno dele. Desde as partes cômicas, até as cenas emocionantes, seu personagem foi o que direcionou a equipe a ser unida e a lutar pelos seus objetivos. E a maneira com que o filme mostrou o autismo do personagem também foi bem feliz, sem ridicularizar em seus passos e movimentos, e ao mesmo tempo aprendendo um pouco sobre a doença com o personagem. Aliás, a direção em que a história se firma, é tudo graças ao Billy. E aposto que depois desse filme, todo mundo vai querer ser o Ranger Azul, em vez do Vermelho.

Lembra que alguns Rangers ganharam destaque e outros nem tanto? Pois é, foi isso que aconteceu com o Ranger Preto e a Ranger Amarela. E esses dois eram o que mais mereciam destaque em seus problemas pessoais. O Zack até que era divertido em suas atitudes meio malucas em determinadas cenas. Porém, apesar de ser um alívio cômico junto com o Billy, sua história foi deixada de lado na trama. Sendo que a gente queria saber mais sobre ele. E a Trini foi a ranger mais apagada da trama. você sai do filme sabendo muito pouco sobre ela. Para não dizer que não tem nada dela, tem uma determinada cena em que eles compartilham confidências e só então conseguimos saber mais sobre ela. So que é só isso! Da mesma forma que o Zack foi deixado de lado, você fica querendo saber mais dela e não vai ter mais nada.

Zordon foi feito com mais humanidade na história. Diferente da série, em que ele era um símbolo de sabedoria, no filme ele questiona o porquê de cinco adolescentes terem sido os escolhidos para serem os power Rangers e acaba duvidando de suas capacidades. Seu desenvolvimento na trama também é feito com maestria, sendo até um dos principais acertos, à cerca dos personagens. E claro o Alpha também está no filme. Não sendo tão engraçado como na série, mas ainda consegue trazer alívio cômico ao filme. A forma como o personagem foi dublado, deixando a voz bem mais robótica, deu mais realismo ao robô, sem tirar suas famosas caricaturas, que é marca registrada do Alpha. E não se preocupem, ele fala o “AI AI AI”, podem ficar tranquilos em relação a isso!

Rita Repulsa foi feita de uma maneira bem mais sombria ao filme. Na série, a personagem era mais caricata, levando mais para o lado do humor. Já no filme, raramente ela fazia piadas, e suas ameaças eram feitas com bastante pesar, mostrando que ela não estava para a brincadeira. Palmas para a atriz, que fez com que o personagem tivesse um desenvolvimento bem ascendente durante a história. Evoluindo e trazendo mais perigo, para todos os personagens do filme. E Goldar, o monstro gigante, foi muito bem feito. Em vez de botar o monstro de uma maneira aleatória, foi mostrado a preparação de Rita para formar sua poderosa arma. Sua luta com o Megazord foi feita de uma maneira bem mais real e mais eletrizante de se ver.

Falando em megazord, foi um ponto bastante positivo a forma como o Megazord foi mostrado. Apesar de sua formação ter sido feita de maneira bem clichê, e até mostrando alguns furos no roteiro, a maneira como a luta se desenrolou foi digna de como deve ser uma história de Power Rangers. Assim como as batalhas, as cenas de ação também foram dignas da franquia. Apesar de haver poucas cenas de luta corpo a corpo, as mesmas foram bem coreografadas e bem filmadas, desde as cenas de treinamento até as lutas com as armaduras.

A direção do filme ficou a cargo do diretor Dean Israelite. Sua direção parecia baseada em vídeo clipe em certos momentos, principalmente no primeiro ato do filme e nas cenas de treinamento. Em certas ocasiões a imagem ficava tremida, causando até um certo desconforto, mas foram poucos momentos em que isso aconteceu. A edição do filme poderia ser melhor. Muitos cortes bruscos, gerando certa confusão. Havia momentos de transição de cena que não mostrava a ligação de uma cena para outra. A trilha sonora estava muito bem feita. Desde orquestras até regravações de musicas conhecidas. E, claro, a principal música-tema dos Power Rangers casou bem com a cena que foi mostrada, arrepiando o telespectador e fazendo com que todo mundo cante na hora.

Apesar dos erros comuns e até perdoáveis, Power Rangers foi feito com maestria, e seu principal objetivo foi alcançado. Sua história trouxe uma nova versão, mas sem tirar o brilho do legado que nasceu e cresceu junto com a gente. Além de divertir o público, trouxe uma nostalgia que muitos haviam esquecido. Duvido que alguma pessoa que cresceu nos anos 90 e até nos anos 2000 não se divertiu e se emocionou vendo zordon, alpha, rita repulsa e os rangers em ação de novo. Power Rangers voltou para ficar nessa nova geração, trazendo uma nova cara aos heróis e renascendo a criança interior de cada um.

Nota: 7,5

 

 

 

 

(Visited 106 times, 1 visits today)